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O projeto organiza e produz publicações de pesquisas inovadoras que iluminam o modo como os discursos sobre as mulheres latino-americanas produzem e são produzidos pelas tecnologias digitais.

8M en Paraná - Entre Ríos - Paula Kindsvater

O artigo introdutório do volume 40 (2) do Anuario IEHS, escrito por nossa coordenadora Alejandra Judith Josiowicz e María Carolina Zapiola, situa o dossiê no contexto da renovação historiográfica dos estudos da infância na América Latina, ressaltando sua ampliação temática e metodológica nas últimas décadas. O texto evidencia o deslocamento de abordagens centradas no Estado e na disciplina para perspectivas que incorporam as experiências infantis e as dimensões socioculturais, de gênero e étnico-raciais. Os artigos revisitam temas clássicos — como educação, espaço urbano, imprensa e cultura — a partir de enfoques inovadores. O dossiê apresenta a infância como um prisma analítico privilegiado para compreender as sociedades latino-americanas no passado e no presente.

O artigo, de autoria de Michele Passos Rommel Silva e nossa coordenadora Alejandra Judith Josiowicz, articula os estudos das infâncias na América Latina com os estudos de videogames para analisar a Railander Games, uma locadora situada no interior do Ceará que, por meio de um projeto social sustentado por doações da comunidade gamer, oferece acesso a jogos eletrônicos a crianças de classes populares. A partir da análise de tecnodiscursos produzidos nas redes sociais, especialmente no X, o texto investiga as práticas coletivas de jogar e as formas de vivenciar a infância em contextos marcados por desigualdades tecnológicas no Sul Global. O estudo evidencia como essas narrativas digitais permitem repensar, de modo situado, as relações entre tecnologia, infância e cultura lúdica contemporânea.

Este artigo, escrito por nossa coordenadora, Alejandra Judith Josiowicz e Genoveva Vargas-Solar, apresenta os fundamentos científicos do tutorial ADBIS 2025 sobre análise de grafos para estimar reciprocidade em comunidades intelectuais por meio de property graphs. Ao integrar NLP, análise de grafos e embeddings, o estudo examina conjuntos de dados culturalmente situados, como a Wikipédia e corpora literários da América Latina e do Leste Europeu. A proposta metodológica busca identificar assimetrias relacionais e formas de violência epistêmica. Com isso, o estudo das pesquisadoras contribui para evidenciar produções intelectuais marginalizadas e para o avanço de abordagens decoloniais em sistemas de informação.

Neste artigo, publicado por Alejandra Josiowicz, nossa coordenadora, em conjunto com os pesquisadores Antonio Brasil Junior e Lucas Correia Carvalho, é analisado o aumento recente de citações de intelectuais mulheres nas humanidades brasileiras, com base em dados da SciELO entre 2002 e 2023. Os autores também examina como o gênero influencia práticas de citação e padrões de colaboração acadêmica. Os resultados mostram maior visibilidade de autoras feministas, negras, decoloniais e latino-americanas, que passaram de posições periféricas a centrais nas redes de citação.

Nesta publicação da Revista Matraga, nossa coordenadora Alejandra Judith Josiowicz e a pesquisadora Genoveva Vargas-Solar entrevistam Stefania Cavagnoli e Francesca Dragotto. A entrevista discute o livro Sessismo, que analisa os mecanismos do sexismo para promover mudanças sociais, jurídicas e linguísticas. As autoras destacam o papel central da linguagem, da tecnologia e da academia na reprodução das desigualdades de gênero. A partir de perspectivas feministas, defendem o sexismo como um problema estrutural e humano, não restrito às mulheres.

O capítulo de apresentação da Revista Matraga, volume 32, número 25, escrito pelas pesquisadoras Alejandra Judith Josiowicz e Genoveva Vargas Solar, apresenta o dossiê temático Humanidades Digitales en tiempos de crisis, situando-o no contexto de disputas sociais, epistêmicas e tecnopolíticas contemporâneas. A partir de perspectivas latino-americanas, feministas, antirracistas e decoloniais, discute criticamente tanto os efeitos de dominação quanto as práticas de resistência mediadas por tecnologias digitais. O texto contextualiza e articula os artigos do dossiê como uma aposta ética, política e metodológica por humanidades digitais comprometidas com a justiça epistêmica.

Este artigo, de autoria dos pesquisadores Alejandra Judith Josiowicz e Felipe Fanuel Xavier Rodrigues, articula o pensamento de Lélia Gonzalez como base teórica para analisar discursos sobre a experiência negra no Brasil, enfatizando cultura, gênero e linguagem. Reconstitui seus principais conceitos como ferramentas analíticas para a leitura de (con)textos negros. Em um segundo movimento, investiga a circulação digital das memórias de Lélia Gonzalez e Carolina Maria de Jesus em diferentes plataformas. A análise revela a formação de sentidos, vozes e contrapúblicos de experiências negras no presente.

Alejandra Josiowicz, nossa coordenadora, ao lado das pesquisadoras Paola Ricaurte Quijano, Genoveva Vargas-Solar, Ivana Feldfeber, Diana Mosquera, Susana Cadena Vela, Virginia Brussa, Laura Alonso i Alemany, Anaelia Ovalle e Liliana Zaragoza Cano trazem um novo artigo na obra AI in Society. O livro oferece uma abordagem interdisciplinar para compreender a inteligência artificial como um fenômeno global com amplos impactos sociais. A obra, que é organizada por especialistas de diferentes regiões, supera perspectivas eurocêntricas ao analisar efeitos da IA em múltiplos contextos sociais, culturais e regulatórios. O livro avalia oportunidades, riscos e soluções associados à IA, incluindo modelos generativos como ChatGPT e GPT-4, ainda pouco explorados na literatura.

O artigo das pesquisadoras Genoveva Vargas Solar e Alejandra Judith Josiowicz problematiza a falsa universalização do acesso ao conhecimento na internet, evidenciando a predominância de conteúdos produzidos em inglês e no Norte Global. Propõe um Índice de Violência Epistêmica aplicado a biografias da Wikipédia de cientistas e escritoras latino-americanas dos séculos XIX e XX. A metodologia constrói grafos das conexões enciclopédicas para analisar assimetrias, reciprocidades e apagamentos. O índice combina variáveis interseccionais como gênero, raça e posição socioeconômica, oferecendo uma abordagem quantitativa para mensurar a violência epistêmica digital.

O artigo, de autoria de Alejandra Judith Josiowicz, Bruno Deusdará e Edward Summers, analisa a prática discursiva digital de nomear Marielle Franco no Twitter entre 2018 e 2023, a partir das Humanidades Digitais do Sul Global, do data feminism e da dataficação. O estudo utiliza análise de discurso digital e tecnocultural crítica, combinada a métodos computacionais de análise textual. Os pesquisadores examinam a circulação temporal dos tuítes, hashtags, usuários e temas mobilizados em três línguas. O trabalho evidencia que o ato de nomear opera como prática política de memória e luto, constituindo contrapúblicos digitais e vocabulários para pensar a opressão interseccional.

Este artigo articula as perspectivas teórico-metodológicas dos estudos culturais da infância na América Latina, as humanidades digitais e os estudos de plataformas digitais, com o intuito de examinar formações tecnodiscursivas em ambientes digitais em que se constroem e se reconstroem sentidos sobre as infâncias nos videogames. Analisamos os discursos em torno da infância e sua presença na plataforma de jogos Roblox, rastreando as transformações e permanências nas formas de conceber as culturas infantis que ali emergem.

O livro explora como vozes femininas na literatura enfrentaram a opressão patriarcal, expressando desconforto diante das limitações sociais, culturais e ideológicas a partir de uma análise feita no marco histórico entre décadas de 20 e 30, em que o sexismo permeava todas as esferas discursivas, inclusive em resenhas literárias. Assim, o livro explora como essas escritoras encenaram desde um desconforto sutil até uma raiva intensa diante dos limites invisíveis impostos pela sociedade.

Neste artigo se desenvolve uma análise sobre as práticas discursivas digitais sobre Alejandra Pizarnik e Clarice Lispector no Twitter de 2018 a 2022 a partir de teorias das Humanidades Digitais decoloniais, feministas e do feminismo de dados. O estudo compreende como as referências a essas autoras constroem laços afetivos, comunidades e memória discursiva e argumenta-se que tais performances tecno-discursivas criam coletividades feministas, exploram o afeto na subjetividade e mobilizam sentidos políticos na esfera pública.

Este artigo estuda como nomear mulheres intelectuais antirracistas no Brasil, como Carolina Maria de Jesus e Lélia González, se tornou ativismo digital feminista. Usando ferramentas das humanidades digitais, ele observa como essas práticas desafiam hierarquias, constroem identidades coletivas e resistem à lógica promocional das plataformas digitais.

O artigo, escrito por nossa coordenadora Alejandra Judith Josiowicz analisa postagens no Twitter sobre Frida Kahlo, em espanhol e em português, entre 2009 e 2023, a partir das Humanidades Digitais, do Feminismo de Dados e da Análise Crítica Tecnocultural do Discurso. Demonstra-se que as práticas de nomeação da artista funcionam como performances ativistas associadas à construção identitária, à mobilização social e às disputas em torno da mercantilização cultural.

Neste livro nossa coordenadora, Alejandra Judith Josiowicz, analisa a literatura infantil e juvenil latino-americana escrita por mulheres como prática histórica, cultural e política, desde o fim do século XIX até as décadas de 1960 e 1970. Sustenta que essas autoras criaram uma “estrutura de sentimento revolucionária”, articulando crítica social, questionamento do autoritarismo e transformações de gênero. A infância é concebida como espaço de disputa simbólica e de intervenção estética, não como domínio passivo ou meramente pedagógico. A obra reposiciona a literatura infantil como campo central na formação de subjetividades e cidadanias na América Latina.

Neste livro, de autoria de nossa coordenadora Alejandra Judith Josiowicz, são analisadas as representações da infância na obra de José Martí, Horacio Quiroga, Mário de Andrade e Clarice Lispector. A partir de textos diversos e pouco conhecidos, provenientes de diferentes gêneros e suportes, investiga como a infância foi mobilizada para pensar desigualdades sociais e renovar a linguagem literária. Com amplo recorte temporal, a obra articula literatura, cultura e política. A edição em português inclui um capítulo inédito sobre práticas culturais e políticas públicas latino-americanas voltadas à saúde infantil.

Este livro expressa a situação de crianças migrantes e suas famílias, destacando o impacto humano e emocional que essas crianças enfrentam enquanto cruzam as Américas. Explorando as conexões entre educação, políticas, estudos culturais e antropologia, os ensaios neste volume navegam por um espaço dos direitos das crianças transnacionais, central para a vida latino-americana nos séculos XX e XXI.

O artigo propõe estratégias para capturar áreas polêmicas em publicações do Twitter, partindo de quadro teórico que enfatiza a perspectiva dialógica. Essas estratégias ajudam a analisar o material tecnodiscursivo sobre Diego Maradona após sua morte, destacando as técnicas de coleta e produção de um corpus digital. Os resultados abordam como essas plataformas são usadas por analistas do discurso e mapeiam os debates presentes nesse espaço de discussão.

O dossiê foca nos discursos de ódio e nas resistências no ambiente digital, destacando como os sujeitos lidam com essa questão. Essa abordagem inovadora destaca-se pela atenção dada às resistências e pela contribuição de autores de diferentes regiões do Brasil enfatizando as formas de resistência dos ofendidos, em vez de apenas descrever os discursos de ódio.

O artigo de Alejandra Judith Josiowicz analisa a cena da infância na obra de Luis Palés Matos em relação com a cultura afro-antilhana. Ao examinar a infância tanto na experimentação estética da oralidade infantil quanto nas representações sociais e étnico-raciais, elucida como esses níveis articulam estética e coletividade no Porto Rico moderno. O estudo evidencia o questionamento da identidade nacional hegemônica branca e hispânica e a valorização da herança afro-antilhana.

Neste capítulo, Mayra Eliana Juarez e Alejandra Judith Josiowicz analisam como a revista infantil Billiken representou pessoas negras na Argentina entre o fim do século XIX e a primeira metade do século XX. O estudo examina profundamente discursos e imagens raciais difundidos em publicações infantis de grande circulação e seu impacto na formação do olhar das crianças. A partir de caricaturas e historietas publicadas entre 1919 e 1946, as autoras investigam o tratamento da questão racial na revista. 

O capítulo escrito pelas pesquisadoras Viviana Vanesa de Melo e Alejandra Judith Josiowicz analisa as representações da infância leitora na revista ilustrada Caras y Caretas no início do século XX. Ao examinar os conteúdos destinados às crianças, especialmente a seção “Páginas infantiles”, com histórias, concursos e imagens, destaca o papel central da imprensa escrita na formação de práticas de leitura infantil. O estudo amplia a compreensão do universo leitor disponível às crianças no período.

O capítulo, escrito por nossa coordenadora, Alejandra Judith Josiowicz, analisa a literatura infantil e juvenil latino-americana e latina a partir de perspectivas interseccionais e decoloniais, com foco na migração e nas fronteiras. Examina como essas obras desafiam estereótipos raciais, de gênero e cidadania, representando crianças migrantes como sujeitos ativos e resilientes. Destaca a literatura como ferramenta pedagógica de direitos civis, empatia e justiça social. Enfatiza seu papel no fortalecimento da resiliência infantil diante da migração, da exclusão e das crises contemporâneas.

O livro, de autoria de Alejandra Judith Josiowicz e María Carolina Zapiola, reúne estudos transnacionais e transdisciplinares sobre a literatura infantil e juvenil na América Latina, abordando os séculos XIX a XXI. Ao analisar a infância como construção histórica e cultural atravessada por gênero, raça, classe e política, mapeia práticas literárias, editoriais e educativas, questionando cânones e perspectivas eurocêntricas. A obra destaca o papel da literatura para crianças na democratização cultural e no reconhecimento da diversidade social latino-americana.

Neste artigo, Alejandra Judith Josiowicz e María Carolina Zapiola apresentam uma seção temática dedicada à história social e cultural da infância e da juventude a partir de uma perspectiva transnacional e interseccional na América Latina. Ao reunir estudos sobre Brasil, Argentina, Colômbia e Uruguai, destacando especificidades regionais das experiências infantis, as autoras enfatizam a centralidade do tema no contexto da pandemia de COVID-19, que agravou desigualdades de raça, classe e gênero. O estudo evidencia o impacto social da crise, com aumento da pobreza, exclusão escolar e sofrimento psíquico das crianças.

O texto, de autoria de Kathryn Bond Stockton e Alejandra Judith Josiowicz, reflete criticamente sobre a figura da criança como conceito carregado de magnetismo, ambiguidade e tensão. Questiona a ideia universalizante de que “todos fomos crianças”, destacando a infância como uma categoria atravessada por raça, gênero, sexualidade e desejo. Enfatiza a intensidade afetiva e política associada ao infantil, marcada por perigos e fascínios. Propõe pensar a criança como um campo de experiência queer e culturalmente complexo.

O artigo, de autoria de Alejandra Judith Josiowicz, Cynthia Francica e María José Punte problematiza o conceito de infância como construção socio-histórica e cultural, afastando-o de uma visão apenas biológica ou idealizada. Ao propor a infância como uma temporalidade outra, ligada ao acontecimento e à novidade, distinta do tempo cronológico, analisa como o capitalismo moldou os corpos infantis e marginalizou narrativas sobre a infância na cultura. O estudo dialoga diretamente com autores como Ariès, Kohan e Federici para pensar o imaginário do infantil historicamente.

O artigo analisa tweets sobre Jorge Luis Borges e Eva Perón durante a pandemia de COVID-19 a partir da Análise do Discurso e das Humanidades Digitais. Utiliza mineração textual e análise léxico-semântica para mapear hashtags, termos e tópicos recorrentes. Mostra que ambos os intelectuais ativam disputas políticas e ideológicas, como peronismo, feminismo e políticas de saúde. Conclui que as redes sociais produzem sentidos coletivos e articulam posicionamentos diversos em contextos de crise.

O artigo analisa, a partir da crítica cultural computacional, práticas de leitura durante a pandemia de COVID-19 no Twitter. Ao examinar tweets sobre Clarice Lispector e Jorge Luis Borges por meio de mineração textual, o estudo mostra que esses autores foram mobilizados tanto como recurso terapêutico quanto como forma de reflexão e posicionamento político. Percebe-se que a leitura ajudou a dar sentido às experiências subjetivas e coletivas da pandemia.

A resenha de Alejandra Judith Josiowicz apresenta Insólitas como uma antologia que revisita o insólito a partir de escritoras latino-americanas e espanholas, questionando cânones e essencialismos de gênero. O livro reúne narrativas diversas que exploram temas como violência, corpo, infância e alteridade. Destaca-se a recusa de um “fantástico feminino” homogêneo e a valorização da multiplicidade estética e política. O insólito aparece como espaço crítico de resistência, liberdade e reinvenção da linguagem.

O artigo, de autoria de nossa coordenadora, Alejandra Judith Josiowicz, analisa a circulação global de Jorge Luis Borges e Clarice Lispector a partir das práticas de leitura de seus públicos nas redes sociais, especialmente no Twitter. Com base nas humanidades digitais, utiliza leitura distante e mineração textual para observar sistemas amplos de produção cultural. O estudo compara as diferenças entre leituras no Norte e no Sul Global, evidenciando desigualdades na circulação do conhecimento. Conclui que, no Sul Global, os leitores atuam como produtores culturais, mobilizando a leitura como forma de ação política e crítica ao autoritarismo.

O artigo analisa a atuação de um grupo de intelectuais mulheres no campo da literatura infantil e juvenil nas décadas de 1960 e 1970. Examina seu contexto histórico-cultural, sua inserção na indústria cultural e as formas de censura enfrentadas durante a ditadura. A partir de contos e poemas, evidencia um horizonte antiautoritário e de justiça social, no qual as crianças são protagonistas da transformação social. Os textos também apresentam personagens femininas transgressoras, tornando essas autoras símbolos de democracia e resistência na Argentina.

O dossiê temático sobre gênero e história traça um panorama atual dos estudos de gênero e do feminismo ibero-americano, a partir de uma abordagem multidisciplinar e transnacional. Ao reunir pesquisas de diferentes áreas e regiões, articulando gerações pioneiras e jovens pesquisadoras, o conjunto evidencia a diversidade e a vitalidade do campo na análise das relações de gênero, da sexualidade e do feminismo. Em um contexto de crise global e avanço de forças ultraconservadoras, o dossiê reafirma a centralidade do feminismo como reflexão crítica e luta por direitos humanos.

O texto apresenta um simpósio em formato de entrevista coletiva com 11 intelectuais centrais dos estudos de gênero e do feminismo nas Américas. As participantes refletem sobre o presente e o futuro do campo, articulando produção acadêmica e engajamento político. Destaca-se a dinâmica interdisciplinar dos estudos de gênero e seu diálogo com outros movimentos sociais. O simpósio evidencia o papel dessas autoras como intelectuais e militantes que conectam conhecimento, experiência, corpo e escuta.

Neste artigo, Alejandra Judith Josiowicz analisa como a psicologia e a psicanálise transformaram as concepções de infância entre 1950 e 1970, a partir das colunas de Clarice Lispector na imprensa de massa. Percebe-se como, nessas escritas, a criança passa a ser vista como um mistério psicológico e como núcleo formador do psiquismo adulto. Sendo assim, é construído um modelo biopsicológico que articula cuidados físicos e atenção à subjetividade infantil. Esse paradigma questiona a autoridade familiar tradicional e afirma a centralidade do indivíduo, especialmente da criança de classe média.

As pesquisadoras Alejandra Josiowicz e Genoveva Vargas-Solar tecem a apresentação da revista Matraga número 56. Nela, são discutidas as tecnologias digitais, especialmente a inteligência artificial, como campos de disputa simbólica em contextos de crise social e histórica. A partir de perspectivas decoloniais, feministas e antirracistas do Sul Global, as autoras analisam como algoritmos podem reproduzir desigualdades ou sustentar práticas de resistência. O dossiê reúne pesquisas que evidenciam tanto os efeitos opressivos da digitalização quanto formas coletivas e situadas de coconstruir futuros tecnológicos mais justos.

O livro Refugiados e políticas de exclusão, no qual publicam Alejandra Judith Josiowicz e Marcos Chor Maio, reúne pesquisadores brasileiros e estrangeiros em uma análise interdisciplinar sobre a migração forçada de intelectuais e perseguidos políticos que buscaram refúgio no Brasil durante o regime nazista. Ao articular a história e a historiografia do nazismo e do Holocausto à experiência brasileira, a obra contribui para a compreensão de continuidades políticas e para debates contemporâneos sobre mobilidade humana, cidadania, violência e saúde.

Neste capítulo, publicado no livro Cartografias das infâncias: história, representações e sensibilidades na América Latina, nossa coordenadora, Alejandra Judith Josiowicz, analisa a literatura infantil produzida por mulheres escritoras nas décadas de 1960 e 1970 no Brasil e na Argentina. O texto também foi publicado no livro Escritoras revolucionárias: literatura infantil, feminismo y antiautoritarismo en la Argentina y el Brasil (1960–1970).

Este livro, de autoria de nossa coordenadora, Alejandra Judith Josiowicz, e Maria Carolina Zapiola, é um compilado do trabalho em equipe de pesquisadores do Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e do Instituto de Ciencias de la Universidad de General Sarmiento (UNGS). Com um foco interdisciplinar, interseccional e transnacional, o livro traz dez capítulos que estudam as infâncias da Argentina, do Uruguai e do Brasil entre os séculos XVIII e XXI na história, nas letras e na crítica literária.

Este artigo, publicado entre as páginas 301 e  324 do livro "Espanhol no ensino superior", propõe uma reflexão sobre o ensino de espanhol a partir da pesquisa desenvolvida no projeto “Observatório das Mulheres Latino-americanas em Plataformas Digitais: Análise tecnodiscursiva em perspectiva comparada” e propõe um trabalho com gêneros íntimos de autoria da escritora argentina Alejandra Pizarnik (1936-1972), explorando o modo como ela foi mobilizada na antiga plataforma Twitter (atual X), levantando reflexões sobre gênero, sexualidade e decolonialidade.

Neste resumo, publicado no livro: Leitura - circulação, diálogos e linguagens Caderno de resumos – XIV SAPUERJ, são analisadas, sob a perspectiva teórica das Humanidades Digitais decoloniais e feministas na América Latina, considerando o femininismo de dados, as práticas discursivas que nomeiam, referenciam ou citam Alejandra Pizarnik, na plataforma digital Twitter (atual X), entre 2009 e 2022 por meio de ferramentas de processamento computacional.

O artigo revisita as teorias de Foucault e Maingueneau sobre práticas discursivas e tecnodiscursivas para discutir estratégias de pesquisa no Twitter em torno da morte de Maradona. Propõe uma abordagem teórico-metodológica para analisar tweets, revelando uma diversidade de posições políticas e identitárias e destaca como Maradona se torna um ícone latino-americano moldado pelas tecnologias digitais, mesclando linguagem, técnica, política e antipolítica.

O artigo analisa como o ato de nomear intelectuais mulheres negras, como Marielle Franco, Lélia González e Djamila Ribeiro, se torna uma performance discursiva do feminismo antirracista no Brasil. Esses nomes ajudam a criar espaços de resistência e identidade, moldando tradições intelectuais alternativas. O estudo destaca como associar um nome a uma mobilização coletiva nas redes sociais contribui para a construção de identidades culturais e um legado duradouro.