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O projeto organiza e produz publicações de pesquisas inovadoras que iluminam o modo como os discursos sobre as mulheres latino-americanas produzem e são produzidos pelas tecnologias digitais.

8M en Paraná - Entre Ríos - Paula Kindsvater

Este artigo, escrito por nossa coordenadora, Alejandra Judith Josiowicz e Genoveva Vargas-Solar, apresenta os fundamentos científicos do tutorial ADBIS 2025 sobre análise de grafos para estimar reciprocidade em comunidades intelectuais por meio de property graphs. Ao integrar NLP, análise de grafos e embeddings, o estudo examina conjuntos de dados culturalmente situados, como a Wikipédia e corpora literários da América Latina e do Leste Europeu. A proposta metodológica busca identificar assimetrias relacionais e formas de violência epistêmica. Com isso, o estudo das pesquisadoras contribui para evidenciar produções intelectuais marginalizadas e para o avanço de abordagens decoloniais em sistemas de informação.

Neste artigo, publicado por Alejandra Josiowicz, nossa coordenadora, em conjunto com os pesquisadores Antonio Brasil Junior e Lucas Correia Carvalho, é analisado o aumento recente de citações de intelectuais mulheres nas humanidades brasileiras, com base em dados da SciELO entre 2002 e 2023. Os autores também examina como o gênero influencia práticas de citação e padrões de colaboração acadêmica. Os resultados mostram maior visibilidade de autoras feministas, negras, decoloniais e latino-americanas, que passaram de posições periféricas a centrais nas redes de citação.

Nesta publicação da Revista Matraga, nossa coordenadora Alejandra Judith Josiowicz e a pesquisadora Genoveva Vargas-Solar entrevistam Stefania Cavagnoli e Francesca Dragotto. A entrevista discute o livro Sessismo, que analisa os mecanismos do sexismo para promover mudanças sociais, jurídicas e linguísticas. As autoras destacam o papel central da linguagem, da tecnologia e da academia na reprodução das desigualdades de gênero. A partir de perspectivas feministas, defendem o sexismo como um problema estrutural e humano, não restrito às mulheres.

Alejandra Josiowicz, nossa coordenadora, ao lado das pesquisadoras Paola Ricaurte Quijano, Genoveva Vargas-Solar, Ivana Feldfeber, Diana Mosquera, Susana Cadena Vela, Virginia Brussa, Laura Alonso i Alemany, Anaelia Ovalle e Liliana Zaragoza Cano trazem um novo artigo na obra AI in Society. O livro oferece uma abordagem interdisciplinar para compreender a inteligência artificial como um fenômeno global com amplos impactos sociais. A obra, que é organizada por especialistas de diferentes regiões, supera perspectivas eurocêntricas ao analisar efeitos da IA em múltiplos contextos sociais, culturais e regulatórios. O livro avalia oportunidades, riscos e soluções associados à IA, incluindo modelos generativos como ChatGPT e GPT-4, ainda pouco explorados na literatura.

Este artigo articula as perspectivas teórico-metodológicas dos estudos culturais da infância na América Latina, as humanidades digitais e os estudos de plataformas digitais, com o intuito de examinar formações tecnodiscursivas em ambientes digitais em que se constroem e se reconstroem sentidos sobre as infâncias nos videogames. Analisamos os discursos em torno da infância e sua presença na plataforma de jogos Roblox, rastreando as transformações e permanências nas formas de conceber as culturas infantis que ali emergem.

O livro explora como vozes femininas na literatura enfrentaram a opressão patriarcal, expressando desconforto diante das limitações sociais, culturais e ideológicas a partir de uma análise feita no marco histórico entre décadas de 20 e 30, em que o sexismo permeava todas as esferas discursivas, inclusive em resenhas literárias. Assim, o livro explora como essas escritoras encenaram desde um desconforto sutil até uma raiva intensa diante dos limites invisíveis impostos pela sociedade.

Neste artigo se desenvolve uma análise sobre as práticas discursivas digitais sobre Alejandra Pizarnik e Clarice Lispector no Twitter de 2018 a 2022 a partir de teorias das Humanidades Digitais decoloniais, feministas e do feminismo de dados. O estudo compreende como as referências a essas autoras constroem laços afetivos, comunidades e memória discursiva e argumenta-se que tais performances tecno-discursivas criam coletividades feministas, exploram o afeto na subjetividade e mobilizam sentidos políticos na esfera pública.

Este artigo estuda como nomear mulheres intelectuais antirracistas no Brasil, como Carolina Maria de Jesus e Lélia González, se tornou ativismo digital feminista. Usando ferramentas das humanidades digitais, ele observa como essas práticas desafiam hierarquias, constroem identidades coletivas e resistem à lógica promocional das plataformas digitais.

O artigo, escrito por nossa coordenadora Alejandra Judith Josiowicz analisa postagens no Twitter sobre Frida Kahlo, em espanhol e em português, entre 2009 e 2023, a partir das Humanidades Digitais, do Feminismo de Dados e da Análise Crítica Tecnocultural do Discurso. Demonstra-se que as práticas de nomeação da artista funcionam como performances ativistas associadas à construção identitária, à mobilização social e às disputas em torno da mercantilização cultural.

Este livro expressa a situação de crianças migrantes e suas famílias, destacando o impacto humano e emocional que essas crianças enfrentam enquanto cruzam as Américas. Explorando as conexões entre educação, políticas, estudos culturais e antropologia, os ensaios neste volume navegam por um espaço dos direitos das crianças transnacionais, central para a vida latino-americana nos séculos XX e XXI.

O artigo propõe estratégias para capturar áreas polêmicas em publicações do Twitter, partindo de quadro teórico que enfatiza a perspectiva dialógica. Essas estratégias ajudam a analisar o material tecnodiscursivo sobre Diego Maradona após sua morte, destacando as técnicas de coleta e produção de um corpus digital. Os resultados abordam como essas plataformas são usadas por analistas do discurso e mapeiam os debates presentes nesse espaço de discussão.

O dossiê foca nos discursos de ódio e nas resistências no ambiente digital, destacando como os sujeitos lidam com essa questão. Essa abordagem inovadora destaca-se pela atenção dada às resistências e pela contribuição de autores de diferentes regiões do Brasil enfatizando as formas de resistência dos ofendidos, em vez de apenas descrever os discursos de ódio.

O texto apresenta um simpósio em formato de entrevista coletiva com 11 intelectuais centrais dos estudos de gênero e do feminismo nas Américas. As participantes refletem sobre o presente e o futuro do campo, articulando produção acadêmica e engajamento político. Destaca-se a dinâmica interdisciplinar dos estudos de gênero e seu diálogo com outros movimentos sociais. O simpósio evidencia o papel dessas autoras como intelectuais e militantes que conectam conhecimento, experiência, corpo e escuta.

Neste artigo, Alejandra Judith Josiowicz analisa como a psicologia e a psicanálise transformaram as concepções de infância entre 1950 e 1970, a partir das colunas de Clarice Lispector na imprensa de massa. Percebe-se como, nessas escritas, a criança passa a ser vista como um mistério psicológico e como núcleo formador do psiquismo adulto. Sendo assim, é construído um modelo biopsicológico que articula cuidados físicos e atenção à subjetividade infantil. Esse paradigma questiona a autoridade familiar tradicional e afirma a centralidade do indivíduo, especialmente da criança de classe média.

As pesquisadoras Alejandra Josiowicz e Genoveva Vargas-Solar tecem a apresentação da revista Matraga número 56. Nela, são discutidas as tecnologias digitais, especialmente a inteligência artificial, como campos de disputa simbólica em contextos de crise social e histórica. A partir de perspectivas decoloniais, feministas e antirracistas do Sul Global, as autoras analisam como algoritmos podem reproduzir desigualdades ou sustentar práticas de resistência. O dossiê reúne pesquisas que evidenciam tanto os efeitos opressivos da digitalização quanto formas coletivas e situadas de coconstruir futuros tecnológicos mais justos.

O livro Refugiados e políticas de exclusão, no qual publicam Alejandra Judith Josiowicz e Marcos Chor Maio, reúne pesquisadores brasileiros e estrangeiros em uma análise interdisciplinar sobre a migração forçada de intelectuais e perseguidos políticos que buscaram refúgio no Brasil durante o regime nazista. Ao articular a história e a historiografia do nazismo e do Holocausto à experiência brasileira, a obra contribui para a compreensão de continuidades políticas e para debates contemporâneos sobre mobilidade humana, cidadania, violência e saúde.

Neste capítulo, publicado no livro Cartografias das infâncias: história, representações e sensibilidades na América Latina, nossa coordenadora, Alejandra Judith Josiowicz, analisa a literatura infantil produzida por mulheres escritoras nas décadas de 1960 e 1970 no Brasil e na Argentina. O texto também foi publicado no livro Escritoras revolucionárias: literatura infantil, feminismo y antiautoritarismo en la Argentina y el Brasil (1960–1970).

Este livro, de autoria de nossa coordenadora, Alejandra Judith Josiowicz, e Maria Carolina Zapiola, é um compilado do trabalho em equipe de pesquisadores do Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e do Instituto de Ciencias de la Universidad de General Sarmiento (UNGS). Com um foco interdisciplinar, interseccional e transnacional, o livro traz dez capítulos que estudam as infâncias da Argentina, do Uruguai e do Brasil entre os séculos XVIII e XXI na história, nas letras e na crítica literária.

Este artigo, publicado entre as páginas 301 e 324 do livro "Espanhol no ensino superior", propõe uma reflexão sobre o ensino de espanhol a partir da pesquisa desenvolvida no projeto “Observatório das Mulheres Latino-americanas em Plataformas Digitais: Análise tecnodiscursiva em perspectiva comparada” e propõe um trabalho com gêneros íntimos de autoria da escritora argentina Alejandra Pizarnik (1936-1972), explorando o modo como ela foi mobilizada na antiga plataforma Twitter (atual X), levantando reflexões sobre gênero, sexualidade e decolonialidade.

Neste resumo, publicado no livro: Leitura - circulação, diálogos e linguagens Caderno de resumos – XIV SAPUERJ, são analisadas, sob a perspectiva teórica das Humanidades Digitais decoloniais e feministas na América Latina, considerando o femininismo de dados, as práticas discursivas que nomeiam, referenciam ou citam Alejandra Pizarnik, na plataforma digital Twitter (atual X), entre 2009 e 2022 por meio de ferramentas de processamento computacional.

O artigo revisita as teorias de Foucault e Maingueneau sobre práticas discursivas e tecnodiscursivas para discutir estratégias de pesquisa no Twitter em torno da morte de Maradona. Propõe uma abordagem teórico-metodológica para analisar tweets, revelando uma diversidade de posições políticas e identitárias e destaca como Maradona se torna um ícone latino-americano moldado pelas tecnologias digitais, mesclando linguagem, técnica, política e antipolítica.

O artigo analisa como o ato de nomear intelectuais mulheres negras, como Marielle Franco, Lélia González e Djamila Ribeiro, se torna uma performance discursiva do feminismo antirracista no Brasil. Esses nomes ajudam a criar espaços de resistência e identidade, moldando tradições intelectuais alternativas. O estudo destaca como associar um nome a uma mobilização coletiva nas redes sociais contribui para a construção de identidades culturais e um legado duradouro.















